Dr. Edmundo Maia
Aos que ainda não sabem, tenho prazer de informar que nós, seres humanos, temos várias idades. As principais delas são: a
cronológica, a biológica e a psicológica (ou emocional). Há outras idades, como a
intelectual, a profissional, a social, a idade óssea, etc., evidentemente
embasadas naquelas.
Para melhor
compreensão, citarei um exemplo: um advogado poderá ter 45 anos de idade
cronológica, mas aparentar 35 anos de idade biológica, atuar como se tivesse 60
anos de idade profissional, e proceder como um jovem de 15 a 18 anos de idade
psicológica ou emocional. Este advogado de 45 anos cronológicos parecerá
biologicamente ter menos idade do que a real, ser um advogado profissionalmente
brilhante e mais experiente em relação à sua idade, porém, hipersensível,
hiperemotivo, apaixonado, impulsivo, explosivo.
Comumente
as pessoas dizem: como é possível o Dr. X com a idade que tem, ser tão
eficiente na profissão e viver inquieto como se fosse um adolescente?
Agora fica
entendido porque muita gente adulta procede como criança ou como adolescente. É
que nem sempre a idade emocional ou psicológica pode acompanhar a idade
cronológica.
O ideal do
homem seria alcançar, segundo Leme Lopes, a idade psicobiológica, conceito que
reuniriam a idade evolutiva-constitucional, a psicomotora, a intelectual, a emocional e a social substituindo a idade cronológica.
Fonte:
MAIA, E. A
Psicologia e a Psiquiatria do Dia-a-Dia. 2ª ed. São Paulo: Almed, 1995, pp.
15-16.
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